Baxinhos em alta nos Pistons

No meio do vai-vem de técnicos na NBA, surgiu um evento interessante nesta semana: Michael Curry parece ter encontrado a fórmula certa no Detroit Pistons. A idéia é mais do mesmo. Ele simplesmente colocou seu melhor jogador na posição em que ele se sente mais confortável e pôs os melhores jogadores do elenco para começar a partida.

Com Allen Iverson jogando como ala-armador e Rodney Stuckey armando as jogadas entre os titulares, o time do Michigan já tem três vitórias seguidas. Mais que isso, o grupo agora parece errar menos e ter mais química em quadra, além de dar a Stuckey a chance que ele precisava para amadurecer.

O amadurecimento é evidente nos números do jogador. Como reserva, ele tem médias de 8,7 pontos e 4,1 assistências por partida. Nos últimos quatro jogos, como titular, ele manteve 15,5 pontos e 10 assistências por jogo. O que assusta mais nas duas amostras, entretanto é a diferença na eficiência do jogador. Vindo do banco, acertava 40% dos arremessos. No novo esquema, seu índice de sucesso é de 62%.

O custo do novo esquema:

Mover Tayshaun Prince para a posição de ala-pivô e Richard Hamilton para a ala transforma os Pistons em um dos times mais baixos da NBA. Hamilton e Prince também não são exemplos de jogadores musculosos. Ainda é uma incógnita como esse time jogará contra times físicos no garrafão como o Los Angeles Lakers.

O primeiro teste:

Será relatado por aqui mais tarde, com todas as impressões. É certamente este jogo contra o Utah Jazz, em que Curry terá de neutralizar homens fortes e altos como Paul Millsap e Mehmet Okur, além do versátil Andrei Kirilenko. O confronto entre Rodney Stuckey e Deron Williams também vale o relato.


Escrito por Victor Fontana às 21h08 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





J-Rich por Bell e Diaw, quem ganha?

Quando um time que teve o melhor ataque da NBA durante dois anos seguidos e o que tem o pior desempenho ofensivo da temporada fazem uma troca de jogadores, eles o fazem de forma a melhorar a defesa do primeiro e o ataque do segundo, certo? Errado.

Pelo menos não foi assim esta semana quando o GM Steve Kerr do Phoenix Suns anunciou a chegada de Jason Richardson ao time do Arizona e a saída de Raja Bell e Boris Diaw, rumo ao Charlotte Bobcats. Os jovens Jared Dudley e Sean Singletarry também trocaram de times.

Desta forma, o time do brasileiro Leandrinho tem uma chance de voltar a ser um time extremamente ofensivo e o Charlotte Bobcats... Bem, os Cats ganham um sorriso do técnico Larry Brown, que adora montar seu próprio elenco.

A possível lógica dos Cats:

Raja Bell já trabalhou com Brown e é um homem de confiança. Especialista em defesa e experiente. Boris Diaw também é bom defensor e, apesar de baixo para a posição de ala-pivô, preencheria o buraco que a equipe tem nas pontas e no garrafão.

Do ponto de vista financeiro, Bell está em seu último ano de contrato, o que possibilitaria a vinda de um astro de marca maior para a equipe nos próximos anos, especialmente se não houver renovação com Adam Morrison.

A certa lógica dos Suns:

Se em outros anos a franquia viu seu ataque entre os melhores da liga norte-americana, nesta temporada ele é apenas o sétimo em média de pontos marcados. A idade de Steve Nash ou a vinda do técnico Terry Porter podem ser responsáveis por esta queda. A chegada de Jason Richardson deve resolver o problema.

J-Rich tem um dos melhores tiros de três pontos da liga e deve ser alimentado por dois pivôs de elite: Shaquille O’Neal e Amare Stoudemire. Ele é também um dos melhores pontuadores de transição da NBA e terá companhia de Nash, Grant Hill e Leandrinho imprimindo velocidade ao jogo.

Saldo:

No curto prazo, a vantagem parece óbvia a favor dos Suns. Surpresa apenas se Brown conseguir montar um time de defesa incansável, como fez no Detroit Pistons de 2004, time campeão naquele ano e detentor de diversos recordes históricos em estatísticas defensivas.


Escrito por Victor Fontana às 23h13 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





Sam Mitchell demitido: uma explicação

Boa parte da função do treinador em qualquer esporte profissional está relacionada à capacidade de motivação que ele exerce sobre o atleta. Parece ter sido este o fator que faltou a Sam Mitchell demitido pelo Toronto Raptors, com apenas 19 jogos nesta temporada.

Para muitos, motivador foi tudo que o ex-jogador soube ser nas cinco temporadas mais bem sucedidas de um treinador em Toronto (com duas aparições em playoffs e 45% de aproveitamento). Apostava todas as fichas em armações de pick and roll e em uma defesa sólida, nada de longos livros de jogadas.

Então, os números desta temporada acabam com qualquer sensação de estranhamento pela demissão do técnico do ano de 2007. Apesar da campanha de oito vitórias e nove derrotas (quase equivalente ao 41-41 em 2007/08), o time canadense fica na 24ª colocação entre as equipes que permitem menos pontos.

Se a vinda de Jermaine O’Neal serviria para que a franquia tivesse um dos garrafões mais fortes da NBA, contando ainda com Chris Bosh, uma olhada nos rebotes e o fiasco aparece: 38,8 por jogo, 27ª posição de 30 times na liga.

Para completar, um time visivelmente desmotivado contra o Denver Nuggets na última terça-feira, resultando numa derrota por 132 a 93. Cai o terceiro técnico da NBA desde o começo da temporada, acompanhando Eddie Jordan e P.J. Carlesimo.

Sem defesa, sem rebotes, sem motivação, o que resta para um técnico sem livro de jogadas?

Curtas:

- Na Espanha, troca-troca de contusões. Ricky Rubio estreou apático na Euroliga após se recuperar de lesão no pulso. Victor Claver, promessa do Parmesa Valencia, passou por cirurgia no joelho e só volta a jogar em abril.

- Terry Porter, técnico que seria responsável por trazer ao Phoenix Suns o poder combativo visto nos seus tempos de assistente no Detroit Pistons, pode ser o próximo a perder o emprego. “Não tivemos espírito de luta”, disse Steve Nash na derrota contra o Dallas na última quinta-feira.

- Sinal Amarelo: Denver Nuggets tem campanha de 12-4 com Billups, mas apenas 4-6 desde o início da temporada contra times com aproveitamento superior a 50%.


Escrito por Victor Fontana às 17h03 [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]



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